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2021 Entre Parques

2021 Entre Parques

Aventura

Sabíamos que 2021 seria um ano transformador para cada um de nós individualmente e para nós como casal. Não tínhamos como prever quão transformador.
 
E, para sermos bem honestos, não gastamos energia pensando no que será de nós quando a expedição pelos 74 parques nacionais terminar. Usamos nossa energia em fazer desta expedição incrível cada dia. E está sendo.
 
Em seis meses visitamos 15 parques nacionais, dos quais 12 eram inéditos para nós. Rodamos mais de 15 mil km de carro, mais de 900 km de trilhas (a pé, de bicicleta e em caiaque). Mudamos de quintal em média a cada 10 dias, e em cada lugar onde passamos fazemos amigos e compartilhamos com os pets locais.


Subimos picos, mergulhamos no mar; cruzamos campos de flores e inúmeros rios; acampamos na geada, ajudamos a controlar um incêndio florestal; vimos animais ameaçados de extinção, presenciamos fenômenos raros.
 
Nem todos os dias foram fáceis:
 - Aprendemos que o cerrado queima em agosto e setembro por ação do homem
 - Correlacionamos que grande parte dos cristais vendidos nas cidades próximas à Chapada dos Veadeiros é garimpada ilegalmente na área do parque nacional das Sempre-Vivas
 - Sentimos o risco de Belo Horizonte ficar sem água quando a maior reserva de minério de ferro do mundo começar a ser explorada
 - Vimos como os pinheiros invasores se espalham com o vento, tomando o lugar das araucárias nativas, em risco de extinção
 - Entendemos que a derrubada de árvores para a lavoura faz com que os papagaios-verdadeiros fiquem sem lugar para ninhos
 - Vimos que a transparência da água do Rio Paraná é boa para mergulhadores, mas representa menos nutrientes para a vida aquática
Ver e entender tudo o que está sendo destruído é doloroso, mas importante.
 
Mas todos os dias aprendemos algo:
 - Observamos e criamos a nossa lógica sobre as fases da Lua e o posicionamento da estrela Dalva (que não é estrela!)
 - Nos banhamos em inúmeras cachoeiras, das mais geladas às mais longínquas
 - Fomos conduzidos por pessoas incríveis, verdadeiros professores e guardiães de parques
 - Presenciamos as larvas de vaga-lumes iluminarem os cupinzeiros no cerrado
 - Cruzamos com lobos-guará, tatus, antas, tamanduás, para citar alguns
 - Testemunhamos araras se acasalando
 - Aprendemos a aguardar o tempo da natureza
 - Identificamos o som do vôo de um tucano, do canto de uma curicaca, o ranger dos queixadas e o cheiro de mamíferos
Coisas que faziam parte de documentários agora fazem parte do nosso dia-a-dia.
 
No início deste ano passamos 2 - 3 meses detalhando nosso planejamento, fazendo inúmeras e riquíssimas conversas, começando a nos expor publicamente, realizando testes na nossa nova casa. Logo percebemos que havíamos nos tornado empreendedores, tínhamos criado uma espécie de start-up com dois CEOs e dois estagiários (nós dois!), fazendo pesquisas, contatos e apreendendo a trabalhar juntos.
 

Se tem algo que fazemos sempre, além de visitar parques nacionais, é conversar sobre os nossos objetivos, rever posições, reavaliar caminhos, apoiar um ao outro.
 
O nosso objetivo continua sendo viver esta experiência única e emprestar nossos olhos para quem quiser viajar conosco, conhecer as belezas e problemas, descobrir a natureza, cada uma ao seu modo. E, como cada vez mais vemos na prática, queremos estimular o "conhecer para conservar". Onde há ecoturismo, há emprego, há zelo, há fiscalização, há conservação.
 
Este ano, tivemos um contínuo de mudança de espaço e tempo, simultaneamente. É confuso acordar a cada duas semanas numa cidade diferente. Muda a luz, mudam os sons, muda rapidamente a dinâmica e a temperatura, muda nossa alimentação e nossa fonte de água. Ter o trailer como casa tem sido fundamental para nos garantir a sensação de familiaridade, reduzindo a confusão que a mudança de tempo e espaço pode causar.
 
Tão importante quanto os lugares que visitamos, foram as pessoas com quem compartilhamos. Estar por 10-15 dias em um lugar como viajantes nos permite criar relações mais profundas: descobrimos feiras de produtores locais, vimos e participamos de lutas para a conservação, fizemos amigos, sentamos à mesa para compartilhar ideias e experiências com pessoas incríveis.
 
Em 2022 planejamos visitar mais 27 parques nacionais nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Vamos tangenciar, mas ainda não aprofundar na Caatinga. Será um ano de muita Mata Atlântica com uns bons pedaços de Cerrado e um parque Marinho. Mas esse é só o plano, cabe a nós fazer de 2022 mais um ano incrível.
 
Nossa inspiração continua vindo dos naturalistas dos séculos XVIII e XIX. Eles não se apressaram em encontrar conclusões durante suas viagens, aproveitaram ao máximo a oportunidade de forma aberta para então elaborar e comprovar teses. Os naturalistas tinham uma formação plural e suas viagens foram marcos transformadores na vida desses precursores de ciências como botânica, zoologia e geologia. Eles aprendiam com as experiências, observando e correlacionando temas.
 
Queremos seguir aprendendo através da observação, deixar que a natureza e os processos naturais sejam os verdadeiros professores tal como foi para os naturalistas lá atrás. É claro que hoje temos diversos meios importantes de aprendizagem, a internet também pode ser um grande aliado, tomando-se os devidos cuidados.
 
Além disso, as pessoas que temos encontrado ampliam nossos horizontes e aguçam nossos sentidos. Elas aceleram nosso aprendizado da melhor forma possível para que possamos seguir observando com nossos próprios olhos e fazendo as nossas próprias correlações.
 
Vocês são nossos convidados de honra. Obrigado por nos acompanhar, motivar e valorizar nossos parques naturais até agora! Desejamos que cada um faça de 2022 o que quiser que 2022 seja para vocês.
 

 
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